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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

mal fadada

descendo duma longa linhagem de pessimistas.
quando tinha 12 anos parti um braço e quando o médico disse que eu tinha que ser operada a minha mãe chorou tanto que quando o meu pai chegou ao pé de mim lhe perguntei se ía morrer.
porque, tendo eu tão má sina, me pareceu natural ter um azar e morrer.
cresci a ouvir dizer "ai tu não tens sorte nenhuma", "ai bem criada mal fadada", "ai não vais conseguir".
a verdade é que tanto pessimismo fez de mim uma otimista crónica.
e por achar que as coisas se vão resolver brevemente - na verdade isto foi o que eu achei há quase um ano atrás, agora acho que vão ter mesmo de se resolver, que eu vou ter de fazer com que algo aconteça - quase ao fim de um ano ainda não contei à minha mãe que estou desempregada.
porque só a ía preocupar e porque não sei se aguento lidar com o desemprego e com ela.
mas outro dia pensei começar a prepará-la, falei-lhe nas dificuldades que as empresas enfrentam, que na 'minha empresa' as coisas também não vão bem, que ainda outro dia despediram a A.
uma semana depois telefonou-me e a primeira coisa que me disse foi "então já foste despedida?".

2 comentários :

  1. Credo!! Espanta-me é como conseguiste ser optimista no meio de tanto pessimismo...boa sorte, precisas.

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  2. :) vai dar tudo certo. E se não der certo, a gente faz tudo de novo :)

    CFA

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